sábado, 16 de maio de 2026

Moacyr Silva & Seu Conjunto – Sax Sensacional! - N°5 (1964)

 



Sêlo: Copacabana

01 – Diz Que Fui Por Aí (Zé Keti / Hortêncio Rocha)
02 – Jogado Fora (João Mello)
03 – Fly Me To The Moon (In The Words) (B. Howard)
04 – Days Of Wine And Roses (Henry Mancini / J. Mercer)
05 – Garota de Icaraí (Avarese / Jean Pierre)
06 – Sabor a Mi (Álvaro Carrillo)
07 – I’m So In Love (H. Land)
08 – Eu Sei Tu Não Sabes (Carlito / Romeo Nunes)
09 – The Right Thing To Say (S. Gallop / Chester Cann)
10 – Bossa na Praia (Pery Ribeiro / Geraldo Cunha)
11 – Acorrentados (Encadenados) (C. A. Briz)
12 – Lado Bonito de Um Mal (Billy Blanco)



          Não acredito muito que alguém se preocupe com o texto da contracapa de um bom LP. Acho mesmo que, em se tratando de Moacyr Silva, o público adquire o disco sem maiores hesitações, assim como quem compra um uísque sem se importar com o invólucro, porque o bom está dentro da garrafa. Já assisti gente pedindo, em balcão de loja de discos, LP desse admirável saxofonista, sem ver até mesmo o repertório na gravação. O pretexto do comprador, de uma maneira geral, era este: — "É LP do Moaça ? Então me dá porque é bom!" O sôpro de Moacyr Silva é dessas coisas que tem marca registrada. É um logotipo musical, marcante, inconfundível e que vale como atestado de excelência para qualquer disco. Não obstante êsse prestígio, êle não se descuida um milímetro da dimensão qualitativa dos seus discos. Escolhe as músicas à maneira de gourmet exigente, que procura sofregamente condimentos de regiões mais distantes do mundo, a fim de incluí-los num "prato" digno do paladar de deuses. Moacyr Silva seleciona a dúzia de músicas de seus discos ascultando os amigos e o gôsto do público. Emociona-se com as melodias e se entende que as músicas também sensibilizarão os outros, aí dá-lhes um "aprovo" consagrador. Neste LP, por exemplo, ele reuniu o samba de bossa-eterna, de bossa-nova, a canção que é tôda trepidante como a própria época em que vivemos — e também a música de ternura, que envolve a alma da gente, diluindo agruras e trazendo novas esperanças. Querem exemplos? Ouçam êste "Diz Que Fui Por Aí", samba que é a propria canção do homem livre e feliz. Depois, o "Bossa na Praia", com o balanço que é o próprio sêlo da música brasileira moderna. E tem o "Fly Me To The Moon", que é mostra exuberante do que se imaginou para tornar mais vibrante o baile de brotos — e adultos, também! No fim do LP, Moacyr Silva aparece com uma nova pequena obra-prima de Billy Blanco, tipo da coisa admirável até no título, vejam; "Lado Bonito de um Mal". E que dizer, então, do toque novo e terno que ele dá ao penetrante "Days Of Wine And Roses"? E, vejam só, esta aqui quem dizia que não acreditava ser necessário dizer qualquer coisa em capa de LP!... Na verdade, e para encerrar o assunto, disco de Moacyr Silva vale sempre por dois: vale para se ouvir muitas vêzes. E se dançar ainda mais. É dêsses LPs que a agulha da vitrola da gente acaba conhecendo todos os "caminhos" dos sulcos. De tanto percorrê-los...


BORELLI FILHO

(Chefe da redação da

" Revista do Radio" e programador

da Radio Roquete Pinto) 


quarta-feira, 6 de maio de 2026

A Música de Custódio Mesquita (Odeon - 1957)

 




A Música de Custódio Mesquita  (Odeon - 1957)

1A. Promessa (Custódio Mesquita e Evaldo Ruy) – Oswaldo Borba
2A. Saia Do Meu Caminho (Custódio Mesquita e Evaldo Ruy) – Dalva De Oliveira
3A. Rosa De Maio (Custódio Mesquita e Evaldo Ruy) – Trio Irakitan
4A. Preto Velho (Custódio Mesquita e Jorge Faraj) – Roberto Paiva
1B. Mulher (Custódio Mesquita e Evaldo Ruy) – Carolina Cardoso De Menezes
2B. Noturno (Custódio Mesquita e Sadi Cabral) – Roberto Paiva
3B. Velho Realejo (Custódio Mesquita e Evaldo Ruy) – Orlando Silva
4B. Pretinho (Custódio Mesquita e Evaldo Ruy) – Claudia Moreno



quarta-feira, 29 de abril de 2026

Federico Garcia Lorca: 12 Canções Para 2 Violões - Nota Da Contracapa

 


"Cuando yo me muera

 Enterradme con una guitarra

 Bajo la arena"     (1931)    Federico Garcia Lorca


Sabemos que Federico Garcia Lorca desejou ser sepultado com uma guitarra. Como o poeta, a guitarra nasceu na Andaluzia e, por enganoso que possa parecer tal paralelismo cronológico nada nos impede de meditar sobre o fato de que Lorca havia consagrado a música e a guitarra suas primeiras confidencias artísticas.

Sabemos que a pintura e o desenho foram sua segunda paixão antes que a poesia escrita não arrebatasse completamente os recursos expressivos desse filho de Granada. Todos os biógrafos, enfim, insistiram na amizade muito viva que o unia a Manuel de Falla: talvez esteja aí o segredo do abandono muito precoce da música, pois, malgrado uma cortesia legendária, a vida, a obra e a ética do maior dos musicistas espanhóis tinham tudo para intimidar a vocação ainda malafirmada do estudante (Lorca se licenciou em Direito em Granada em 1923; Falla oferece então ao publico seu Ratablo de Maese Pedro. O concerto para o cravo só apareceria três anos mais tarde, Falla sería, a parti daí, de uma exigência tal que, pouco depois, só o silencio restou.)


Freqüentemente se insistiu no caráter terreno da poesia de Lorca, aos seus anos de juventude (passado sob o domínio familiar), o autor do Romancero Gitano deve, entre outras coisas, uma rara faculdade de encerrar numa poesia, ao mesmo tempo direta e erudita, tanto a vivacidade andaluza quanto o seu “sentimento trágico da vida”.

O sucesso de Lorca junto a toda categoria de leitores não tem outras razões, não mais que o sentimento de autenticidade que ele procura, permanecendo sem cessar na vanguarda e atento as correntes mais avançadas da criação artística.

Este enfoque por certo esquemático da obra literária parecia necessário para uma justa apreciação da musica deixada pelo poeta pois esta, embora em grau de menor afirmação, revela exatamente as mesmas dosagens. Não se trata aqui do abandono de um “violino de ingres”, logo deixado por uma lira melhor, mas precisamente de um primeiro estado do pensamento criador de Lorca e quase uma primeira definição (musical, mas porque levantar barreiras entre as diferentes artes?) dos fins que ele pretendia tanto no lirismo escrito quanto em sua obra teatral.

Trata-se, com efeito, de harmonizações de cantos populares ouvidos desde a infância mas os quais o jovem musico (e aqui a influencia de Falla é muito sensível) se esforçará para dar uma feição em que o conhecimento e a precocidades do pormenor serão menos ornamentos superacrescentados que uma maneira refletida de lhes designar a crueza essencial, a universalidade expressiva. Quando a maneira dos dramaturgos do Século de Ouro (e de Shakespeare), nosso autor dramático entrecorta seus diálogos com adaptações novas de canções comparáveis características, ele não procede de maneira diversas, usando ornamentos cênicos (um ator cantarolando) para melhor fazer sentir o núcleo dramático. Nos poemas do mesmo modo, as precocidades da linguagem como as metáforas expressivas herdadas por vezes do Cultismo de Gongora, não apenas não excluem mas ainda avivam a intensidade da evocação, liberando o sentido em vez de o dissimular sob o que chamamos, não raro por antífrase, as “flores de retórica”.

Retórica florida, justamente, como a de Lorca, paradoxo que por si só justifica e torna agradável, por exemplo, esta improvisação sobre os famosos Cuatro Muleros  (no começo da segunda face), no curso da qual o tema conhecido só aparece no final, depois de muitos acordes e outros tantos meandros melódicos, como de surpresa, de uma maneira de humor satisfeito profundamente espanhol (em graus diversos, a absorveção vale para todos os motivos celebres que aqui ouvimos: Anda jaleo. Sevillanas del siglo XVIII, El Vito, Café de Chinitas).


Por certo, todos estes motivos populares são andaluses. Nenhum outro seria suficientemente ajustado com a alma profunda de Lorca: aqui, ainda, a diferença se assinala diante das pesadas "harmonizações" que eram a regra de muitas escolas do começo de este século. Não são obras de aprendiz, mas musica de estética já madura, que sabe perfeitamente que campo deve ser cultivado, com exclusão de qualquer outro.

Sabemos que antes da morte de Lorca numerosos de seus poemas haviam tornado, por assim dizer, a sua origem, propagados pelas ruas anonimamente, ou eram ditos, espontaneamente, como expressão nova do mundo do qual haviam fixado a quintessência. Cumpre ver uma simplicidade menor nestas harmonizações sinuosas e confiadas a duas guitarras? Admiraremos, como nos poemas de maior vida, a finura da escrita e esta faculdade muito impressionante de ter, apesar de tudo, o ar de ser despojado ou pelo menos LÍMPIDO.


Notemos, enfim, que num desenho freqüentemente publicado, como num poema famoso, Lorca se refere à antiga guitarra, a de antes do século romântico, instrumento que só tinha cinco cordas (1). O futuro poeta havia aprendido musica (ele era também pianista) com sua mãe e sua tia; mal podemos crer que essa pratica familiar tenha sido preocupação da antiga tradição a ponto de não admitir senão um instrumento do século XVIII. Temos ai a simples preciosidade arcaica ou cumpre ver um efeito desse despojamento e desse gosto de sonoridades mais contidas dos instrumentos antigos, de que Falla se faz apóstolo? Eis um detalhe da legenda de Lorca que nem os musicólogos espanhóis nem os numerosos admiradores do poeta pensaram, parece, em esclarecer. 

                                                                    Marcel MARNAT

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(1) Oh,  guitarra!/corazón malherido/  por cinco espadas





sábado, 18 de julho de 2020

Ringo Starr: Qual o lugar de uma estrêla?



A dupla Lennon & McCartney concentrou, na maioria das vezes, as atenções referentes à obra e a importância do grupo The Beatles. Com justa razão que isso aconteça, mesmo atualmente, pois foram eles os autores de grande parte do sucesso do grupo.

Em seguida vem George Harrison, um competente guitarrista, compositor e interprete de suas músicas, na preferência do público em geral. Mas..., e o Ringo?
Qual o seu lugar?

Muito provavelmente é uma lenda, mas se comentava na época que John Lennon teria dito: “Quando somos aplaudidos após uma música, me sinto como fôssemos o máximo, mas ao me virar para trás vejo que somos apenas pessoas comuns”, numa referência ao baterista da banda.

Quando cada componente dos The Beatles foi gravar o primeiro álbum solo, que basicamente era uma extensão de suas obras anteriores, Ringo vai de mala e cuia para Nashville, o coração do “country music”, a fim de gravar o álbum "Beaucoups of Blues".





terça-feira, 14 de julho de 2020

Ed Benguiat, criador de fontes




Artesão de letras traz seu arsenal de alfabetos
Felipe Taborda
Especial para O GLOBO(03/05/2001)

Um dos inúmeros adventos da tecnologia possibilitada pelos computadores é que estes dão a sensação, a qualquer pessoa com limitados conhecimentos artísticos, de que é um designer gráfico. Esta ilusão, às vezes eufórica, é estendida também aos próprios designers gráficos, quando o assunto é desenho de letras. Os computadores possuem um programa específico para criar tipografias rapidamente, transformando assim todo e qualquer designer em um criador de tipos. Não há, hoje em dia, quase nenhum designer gráfico no mundo que não tenha desenhado seu próprio alfabeto e, é claro, na maior parte dos casos utilizáveis apenas em criações próprias, tal a ilegibilidade e falta de conceito que apresentam.

Criações que se impõem pela originalidade

Antes de tudo isso acontecer, em uma época em que não havia computadores, poucos designers se aventuravam a criar um alfabeto pessoal. Este trabalho exigia o desenho minucioso de cada letra, uma por uma, maiúsculas e minúsculas, e toda sua série de variações, tais como itálico (a letra inclinada), versões bold ou semi-bold (a letra um pouco ou mais gorda), condensada, estendida etc, etc. Para alguém ousar desenhar tudo isso era fundamental que sua criação apresentasse conceitos básicos sólidos, pois o enorme tempo gasto para realizar tudo isso não se justificaria apenas para uma experiência. Daí a longevidade da maior parte das criações de mestres designers do passado, tais como Herb Lubalin, Adrian Frutiger e Eric Gill, entre outros, e alguns poucos contemporâneos, tais como Zuzana Licko, Neville Brody e Barry Deck.



sábado, 13 de julho de 2019

O jazz na guitarra de Emily Remler




Nascida em 1957, Emily Remler já era apaixonada pela guitarra e pelo rock na adolescência, tinha seus guitarristas preferidos da época e podia acompanhá-los como Jimmi Hendrix, top na listas dos melhores e uma unanimidade. Mas depois de alguns anos o gosto pelo jazz se sobrepõe aos demais ritmos na sua preferencia musical. Nomes como Joe Pass, Pat Martino e etc agora são a fonte de admiração, mas era Wes Mongomery, o Nº1, o mestre de todos.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

"We Insist!" O grito do jazz pelos direitos civis


Por Felipe Pontes, Jornalistas Livres

“We Insist! – Freedom Now Suite”, álbum do lendário baterista Max Roach, em co-autoria com Oscar Brown Jr, completa 60 anos desde seu início de produção em 1959, e lançado oficialmente em 1960, o álbum é importante na conjuntura dos movimentos de protestos afro-americano na década de 60 e um dos principais registros da aproximação do jazz com os temas políticos do seu tempo, que ganhou força naquele período com nomes como John Coltrane, Charles Mingus e Nina Simone. Sua forte mensagem, porém, continua relevante nos dias de hoje. ver+


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domingo, 4 de novembro de 2018

Não há linha divisória entre o cordel e a literatura padrão, diz escritor



Por Vitor Nuzzi, da RBA

Fundador da academia brasileira do gênero comenta reconhecimento do cordel como patrimônio nacional


"São as mesmas modalidades usadas pela chamada literatura padrão. Até porque a língua portuguesa nasceu ali. Até a lusofonia garantir as características idiomáticas de um país como o Brasil", diz Gonçalo, concordando com a identificação do cordel a partir de outras fontes, como o repente e os menestréis. "Toda e qualquer manifestação humana começa na oralidade", observa, ressalvando que cada manifestação tem suas peculiaridades.(...) ver+

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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Traços Brasileiros - Centro Cultural Light (RJ)

Nelson Macedo, Negrinho do Pastoreio

DASARTES

Segunda-feira, Terça-feira, Quarta-feira, Quinta-feira, Sexta-feira das 09:00h às 19:00h
Centro Cultural Light (CCL) - Av. Mal. Floriano, 168 - Centro - Rio de Janeiro - RJ

Até 06/09/2018

A exposição Traços Brasileiros – A cultura brasileira pela ótica de artistas plásticos é uma coletiva de artistas plásticos oriundos do Atelier Oruniyá (Rio de Janeiro) e do Grupo Casa Amarela (Barra Mansa), além de artistas formandos da Escola de Belas Artes da UFRJ e UFRRJ. A curadoria e coordenação da exposição é do designer e pesquisador Guilherme Lopes Moura. A exposição retrata o Brasil em sua ampla diversidade de manifestações culturais, lendas, hábitos, brincadeiras, ícones artísticos, enfim, os traços que compõem o imaginário brasileiro ao longo de sua extensão geográfica. Os suportes serão os mais diversos: desde a pintura a óleo, gravura e aquarela até oficinas de cerâmica, crochê, mosaico, bordado livre, entre outras técnicas e suportes que, assim como a nossa cultura, só enriquecem o modo de ser – e de se expressar – do brasileiro. Bumba meu boi, Saci-Pererê, Iara, Capoeira, Jongo, Folia do Divino Espírito Santo, Cordel e Festas Julinas são apenas alguns dos temas que serão retratados nesta exposição durante o mês dofolclore. Além disso, na abertura da exposição, o artista cearense Cabral da Cabaceira fará declamação de poesia matuta.
O mês de agosto e o folclore
O tão conhecido termo folclore vem do inglês folklore, que é a junção de povo (folk) e sabedoria (lore), significando “sabedoria do povo”. Este termo foi criado pelo arqueólogo inglês William John Thoms em 22 de agosto de 1846 e em pouco tempo passou a ser adotado pelos estudiosos da cultura popular ao redor do mundo.
No Brasil, 22 de agosto foi oficializado como o dia do folclore (e por conseguinte o mês) em 1965 por meio de decreto federal. A Carta do Folclore Brasileiro, elaborada no I Congresso Brasileiro de Folclore, em 1951, define que“Constituem o fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular e pela imitação e que não sejam diretamente influenciadas pelos círculos eruditos e instituições que se dedicam ou à renovação e conservação do patrimônio científico e artístico humanos ou à fixação de uma orientação religiosa e filosófica.”
Atelier Oruniyá
O Atelier Oruniyá reúne cinco artistas — Ana Moura, Gilliatt Moraes, Lucas Moura, Nelson Macedo e Renato Alvim — que têm como propósito comum o processo de produção da imagem, investigando a construção do sentido abstrato e poético da forma visual e, a exemplo de tantos artistas que nos precederam, entendem que não há outro caminho senão o comprometimento com o legado da tradição. Acompanham também André Bombonatti, Anna Lívia Mohanan, Ayla de Oliveira, Enji fundão, Juliana Mizrahi, Laura de Castro, Letícia Martins, Maria Artemis, Monike Silva, Paula Siebra e Vitor Hara, formandos das Escolas de Belas Artes da UFRJ  e UFRRJ, onde alguns artistas do Atelier Oruniyá lecionam.
Grupo Casa Amarela
Grupo de Artistas e Artesãos oriundos do Espaço Atelier Escola, que buscam uma identidade Nacional, regional e local para sua produção artística e que tem na Arte Nacional e na Cultura do Médio Paraíba sua fonte de inspiração e pesquisa. Tem como objetivo criar um núcleo de Arte no interior do Estado do Rio de janeiro, criar uma pedagogia para criação de grupos artísticos para alavancar a fruição e o comércio das Artes e artesanato, constituir espaços de propagação da arte e do artista local/regional, tornar sustentável espaços culturais que não tem apelo massivos. Formado pelos artistas Alexandre Brante, Andreia Lima, Cristiane Albernaz, Francis Marques, Izabel Meloto, Lélis Maria, Marcelo Campos, Messias Jr, Niki Campos, Paulo Valério, Thaisa Moura, Vera Lúcia Pereira e Viviane da Silva.
Guilherme Lopes Moura
Curadoria e Coordenação Geral
Formado em Comunicação Visual — Design na UFRJ, fundador da Folha Verde Design, realizadora da exposição. É fotógrafo e pesquisador da cultura popular brasileira, autor do livro Folia de Reis na Serra Fluminense e idealizador da exposição Folia de Reis: Mensageiros dos Reis Magos, que aconteceu em janeiro de 2018 no Centro Cultural Light.Desde 2009 já desenvolveu identidade visual de mais de 100 projetos, entre mostras de cinema, peças de teatro e identidade corporativa.


domingo, 5 de novembro de 2017

Documento da Marinha Argentina Comprova Que Musico Brasileiro Morreu Sob Tortura


DOCUMENTOS REVELADOS



Documento descoberto no arquivo da  Escola de Mecânica da Armada, a temível ESMA, comprova que o músico Francisco Tenório Junior morreu sob torturas. Trata-se de um oficio enviado ao embaixador do Brasil na Argentina pelo Capitão de Corveta Jorge Acosta, comunicando a morte do músico nas instalações da ESMA.
A ESMA foi o mais emblemático centro clandestino de detenção e tortura utilizado pela ditadura militar argentina, por onde passaram mais de 5000 presos, posteriormente, desaparecidos.
A prisão de Tenório Jr. que excursionava por Buenos Aires, acompanhando a turnê artística do violonista Toquinho e seu parceiro, o poeta Vinícius de Moraes, ocorreu na noite de 18 de março de 1976, logo após ter  deixado  o  Hotel  Normandie para  procurar  uma  farmácia.
Na ocasião, deixou no hotel um bilhete no qual estava escrito: “Vou sair pra comprar cigarro e um remédio. Volto logo”. Nunca mais voltou.
O documento, assinado pelo capitão de fragata Eduardo Acosta, que era o chefe de operações do grupo de tarefa 3.3/2, traz do lado esquerdo, a rubrica do contra-almirante Jacinto Rubem Chamorro, diretor da Escola Mecânica da Armada. O carimbo sob a assinatura de Acosta   traz  o número de matrícula: Rol. n9 33.420.
Francisco Tenório Junior está na lista dos desaparecidos políticos.


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