quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Miles Davis nas fotos de Irving Penn

Irving Penn

O contemporâneo em suas fotos não tem início, foi desde sempre um movimento de renovação no seu olhar do mundo que o inquietava. Isso tudo escoava na criatividade, o simples, chegando ao minimalismo, era o que Irving Penn (1917-2009) perseguia, nos estúdios o fundo era apenas uma parede, ou o ângulo formado por dois tapumes; a série de nus. Assim conseguia se aproximar do objeto a ser fotografado dando-lhe todo o destaque, expressões sutís eram captadas, resultando em um trabalho sofisticado que acabou fazendo parte da revista Vogue.
Em 1986 Irving Penn fotografa Miles Davis (1926-1991), um trabalho para ser a capa do álbum "Tutu" do trompetista, pelo sêlo Warner Bros.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Identificados genes que podem ajudar a salvar araucária do risco de extinção


Por Diego Freire

Agência FAPESP – Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram 24.181 genes ligados à formação do embrião da araucária (Araucaria angustifolia) – árvore nativa do Brasil também chamada de pinheiro-brasileiro – e de sua semente, o pinhão.

A descoberta poderá auxiliar no estabelecimento de um sistema para a propagação in vitro da espécie, que está sob risco crítico de extinção, de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), e cuja madeira tem alto valor de mercado.

Com a identificação dos genes, será possível um maior controle sobre o processo de embriogênese somática, ou seja, a formação de um embrião sem que haja fecundação e a partir de células não reprodutivas.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Elis Regina e o Grupo Humahuaca





  O Grupo Humahuaca tinha como líder o músico argentino Willy Verdaguer, que já havia tocado com Caetano Veloso no Festival da Record, em 1967, na música "Alegria, Alegria" além de participar da gravação do primeiro álbum dos "Secos & Molhados". O grupo era formado por Emilio Carrera (teclados), John Flavin (guitarra), Dudu Portes (bateria) e Marcinho Werneck (sopros). Willy Verdaguer era o baixista da banda que seguia a trilha do rock progressivo, psicodélico e instrumental.

sábado, 19 de julho de 2014

A versatilidade do pintor Eliseu Visconti





No pequeno folheto distribuido logo na entrada da exposição "Eliseu Visconti - A Modernidade Antecipada" (2012) podia-se ler os objetivos daquela mostra: apresentar ao público em geral um grande pintor e os que pouco o conheciam, aprofundar mais no seu universo. Com certeza essa meta foi alcançada, ao mostrar não apenas a sua grande produção, mas particularmente a diversidade de suas obras assim como outras áreas de sua atuação. Na verdade eram várias exposições reunidas numa maior, como se fossem capítulos de um livro.

Alberto Rosenblit e Leila Pinheiro em "Corações Riscados"




sábado, 7 de junho de 2014

Os painéis de azulejos nos prédios do Rio de Janeiro fabricados pela Osirarte (SP)

alfeu


Quando era moleque, geralmente quando meu pai e eu íamos ao Centro da cidade, era no sábado e o ônibus passava pela Av. Graça Aranha que tinha a mão invertida em relação a de hoje. Um pouco antes do ponto que nós descíamos havia um sinal que quase sempre estava fechado. Apesar da impaciência dos adultos, esse momento para mim era mágico. Da janela do ônibus a minha direita via um imenso painel de azulejos em tons azul e branco com desenhos de conchas tipo Pecten e cavalos marinhos. A imersão era total, ia nas profundezas daquele mar, aquela obra cumpria o seu papel.

O painel em questão é do Palácio Gustavo Capanema onde suas paredes externas são cobertas por painéis de azulejos.


Palácio Gustavo Capanema

sábado, 31 de maio de 2014

Ida Presti, a violonista do século XX



Ida Presti, (31/05/1924 - 24/04/1967)

Nasceu na França e ainda menina, as primeiras lições de violão com o pai e logo as apresentações em público, puro talento. Mais tarde, já uma grande artista, casa-se com o também violonista Alexandre Lagoya, e formam um dos maiores duos já conhecidos, o Duo Presti-Lagoya. (alfeu)


Prelúdio nº1 de Villa-Lobos



Duo Presti-Lagoya



quinta-feira, 10 de abril de 2014

As Estátuas do Cemitério de Staglieno

Localizado na cidade de Genova, Itália, o Cemitério de Staglieno é praticamente desde a sua inauguração em 1851, um local de visitas e atualmente um ponto turístico; nos seus arquivos registra a presença do imperador do Brasil, ou seja D. Pedro II. Isso é devido às inúmeras estátuas que lá se encontram e que fazem parte da ornamentação dos túmulos, e na verdade são esculturas de extrema qualidade e em grande número, formando assim um imenso acervo ao ar livre.


De rara beleza, suas expressões são serenas e convidam a uma reflexão sobre a morte,e que mesmo dentro do seu carater religioso, refletem também a dor dos que ficaram.

                             
Stone Angels from nicola bozzo on Vimeo.

quarta-feira, 5 de março de 2014

O Bonde dos Foliões


Na verdade o bonde era o meio de transporte muito utlizado pela maioria dos cariocas, consequentemente cria-se uma cultura ao redor do bonde principalmente na música. As referências começam pelo condutor, o motorneiro, passa pelo próprio bonde e chegava na empresa responsável pelo serviço, a Light. Aliás, no processo de eletrificação dos bondes a partir da década de 10 do século XX, a Light que já era a fornecedora de energia elétrica, encampa os bondes e ainda controlava o serviço de gás, ou seja praticamente era dona de grande parte dos serviços públicos no Rio de Janeiro. Mesmo assim, quando o bonde começa mais frequentemente a servir como tema de música, no final dos anos 20, as críticas, ironias e gozações das letras, também refletiam o carinho que os usuários tinham com os trabalhadores e até com a companhia responsável pelos bondes. Essa estreita relação é ilustrada nos compositores da música “Bis” (O teu amor parece fita de cinema; Dura uma hora. Não há pecado; Parece uma viagem em bonde de Ipanema; Para se ficar no Largo do Machado) para o carnaval de 1934, um era Assis Valente que tem a parceria de um ex-funcionário da Light, Lamartine Babo.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Paleoarte, uma ferramenta de divulgação artística e científica

A Paleoarte é uma forma de se representar os seres vivos já extintos,a partir de registros fósseis encontrados, assim como os ambientes onde eles habitavam. As diversas formas de representação são através de desenhos, ilustrações, modelos, maquetes, cinema, displays, etc. e que tem sido de grande valia nos estudos científicos.
Atualmente não é só isso, ela atende também tanto a divulgação científica, assim como forma de expressão artística, sem estarem presas aos rigores da academia.Interessante é que há algumas décadas as ilustrações de dinossauros feitas pelos artístas da época, eram de coloração esverdeada, inspiradas nas peles de lagartos e dos outros répteis atuais.
Foram os cientistas, baseados em seus estudos, que começaram a introduzir nos desenhos outros pigmentos no corpo desses animais sejam em manchas ou em partes maiores, como também a representação de penas em regiões localizadas ou mais extensas do corpo do animal.
Atualmente os ilustradores, além de outros artístas, com conhecimentos básicos de paleontologia conseguem a partir de fragmentos fósseis chegar a uma representação mais próxima do real. O trabalho desses artistas na divulgação da paleontologia, é de grande valor não só pela visualização dos seres de uma época bastante remota , coisa de milhões de anos passados, mas principalmente pela noção de tempo geológico, pois normalmente a base de período de tempo que o público em geral tem é o da vida humana, e com a divulgação desse tipo de trabalho ajuda a mostrar que o mundo tem mais que dez mil anos.(alfeu)