quarta-feira, 5 de março de 2014

O Bonde dos Foliões


Na verdade o bonde era o meio de transporte muito utlizado pela maioria dos cariocas, consequentemente cria-se uma cultura ao redor do bonde principalmente na música. As referências começam pelo condutor, o motorneiro, passa pelo próprio bonde e chegava na empresa responsável pelo serviço, a Light. Aliás, no processo de eletrificação dos bondes a partir da década de 10 do século XX, a Light que já era a fornecedora de energia elétrica, encampa os bondes e ainda controlava o serviço de gás, ou seja praticamente era dona de grande parte dos serviços públicos no Rio de Janeiro. Mesmo assim, quando o bonde começa mais frequentemente a servir como tema de música, no final dos anos 20, as críticas, ironias e gozações das letras, também refletiam o carinho que os usuários tinham com os trabalhadores e até com a companhia responsável pelos bondes. Essa estreita relação é ilustrada nos compositores da música “Bis” (O teu amor parece fita de cinema; Dura uma hora. Não há pecado; Parece uma viagem em bonde de Ipanema; Para se ficar no Largo do Machado) para o carnaval de 1934, um era Assis Valente que tem a parceria de um ex-funcionário da Light, Lamartine Babo.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Paleoarte, uma ferramenta de divulgação artística e científica

A Paleoarte é uma forma de se representar os seres vivos já extintos,a partir de registros fósseis encontrados, assim como os ambientes onde eles habitavam. As diversas formas de representação são através de desenhos, ilustrações, modelos, maquetes, cinema, displays, etc. e que tem sido de grande valia nos estudos científicos.
Atualmente não é só isso, ela atende também tanto a divulgação científica, assim como forma de expressão artística, sem estarem presas aos rigores da academia.Interessante é que há algumas décadas as ilustrações de dinossauros feitas pelos artístas da época, eram de coloração esverdeada, inspiradas nas peles de lagartos e dos outros répteis atuais.
Foram os cientistas, baseados em seus estudos, que começaram a introduzir nos desenhos outros pigmentos no corpo desses animais sejam em manchas ou em partes maiores, como também a representação de penas em regiões localizadas ou mais extensas do corpo do animal.
Atualmente os ilustradores, além de outros artístas, com conhecimentos básicos de paleontologia conseguem a partir de fragmentos fósseis chegar a uma representação mais próxima do real. O trabalho desses artistas na divulgação da paleontologia, é de grande valor não só pela visualização dos seres de uma época bastante remota , coisa de milhões de anos passados, mas principalmente pela noção de tempo geológico, pois normalmente a base de período de tempo que o público em geral tem é o da vida humana, e com a divulgação desse tipo de trabalho ajuda a mostrar que o mundo tem mais que dez mil anos.(alfeu)

domingo, 19 de janeiro de 2014

Melba Liston, trombonista e arranjadora do Jazz

Melba Doretta Liston, nasceu em 13 de janeiro de 1926 - Kansas City. Aos seis anos, ao ver um trombone na escola, logo decidiu que seria aquele o instrumento que iria aprender a tocar; o motivo era bastante simples, era porque tinha sido a coisa mais bonita que a menina havia visto até o momento. Nas primeiras aulas de música com o trombone, Melba se deparou com a realidade, a dificuldade do instrumento, mas que não foi motivo para desanimá-la. Pelo contrário, o seu empenho foi tão grande de aprender a tocar que no ano seguinte já executava solos nas rádios locais.(alfeu)




José Ferraz de Almeida Junior, pintor

José Ferraz de Almeida Júnior, é um desses artistas que se enquadra na categoria do "talento-nato". Saiu de Itú, SP, onde nasceu em 08/05/1850, para estudar pintura na Academia Imperial de Belas Artes, RJ aos 19 anos tendo como um de seus mestres Vitor Meirelles. Ao fim do curso preferiu voltar para a sua cidade. Alguns anos mais tarde, é enviado para a França aprimorar os estudos por D. Pedro II, que ficou muito impressionado com as suas obras numa viagem ao interior paulista. Entrou primeiramente na Académie Julien, endereço em que praticamente todos os brasileiros estiveram para tentar posteriormente a École des Beaux-Arts, que era o objetivo principal,mas poucos conseguiram, como Almeida Junior.Outro aspecto interessante é o fato de se concentrar apenas no realismo , ao contrário de outros pintores da sua geração. Perto da virada do século, em 13/11/1899, Almeida Junior é morto em Piracicaba. Mas seus quadros são a sua vida e sua história.(alfeu)


Fonte: - História da Arte no Brasil; Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira, Sonia Gomes Pereira, Angela Ancora da Luz; Ed UFRJ; RJ;2008

 - A viagem a Paris de artistas brasileiros no final do século XIX, pp. 343-366;Ana Paula Cavalcanti Simioni;Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 17, n.  1;2005


  Descanso da Modelo


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O baixista e designer Klaus Voormann

O baixista alemão Klaus Voormann nasceu em Munique e na ida dos Beatles a esta cidade em 1960, se conheceram e mais tarde o empresário dos futuros Fab Four, Brian Epstein o contrata. Klaus gravou nos albuns de BB King, Jerry Lee Lewis, Gary Wright, Leon Russell, Peter Frampton, Billy Preston, etc. Ele também se destacou nas artes gráficas, criando a capa do disco dos Beatles, Revolver que lhe valeu um Premio Grammy.(alfeu)




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A morte de Alex Mariano, ex-programador da Fluminense FM


Publicado no LuisNassifOnLine, em 21/08/2013 


       Bem no início dos anos 80, as rádios FM's já faziam parte do circuito do jabá, como já ocorria com a televisão, rádios AM e etc, com a programação idêntica e pasteurizada. Em uma tarde, até mesmo em função desse marasmo, começo a rodar o "dial" para ver se encontro alguma coisa interessante, de repente começo ouvir uns acordes conhecidos, era "Stairway to Heaven" do Zeppelin de Chumbo!, que apesar de eu ter o disco fazia tempos que não a ouvia. Peraí, eu estava acordado; e veio o Bowie, o Purple, The Who,...raios, não dava para acreditar. 


       O nome disso era "Radio Fluminense FM", conhecida também como "Maldita". Mas ela não ficou só resgatando aquele rock dos 70 não, estava antenada com o que ocorria naquele momento, era uma época em que diversos grupos de rock se formavam e seguiam em apresentações no circuito alternativo. No Rio, o palco era o Circo Voador, também iniciando as atividades, e que tinha acabado de aterrizar na Lapa vindo do Arpoador. E aí entrava a "Maldita", reverberando todo esse movimento, era a chamada "caixa de ressonância" e que pouco mais tarde tudo isso resultou no Rock Brasil. Os clássicos, não ficaram de fora da programação, tiveram também os seu espaço; mas que não se referiam as músicas e sim aos artistas. Não se tocava as músicas mais conhecidas de Elis, do Chico, do Gil, Gal, Paulinho da Viola, só para citar alguns, traziam para o público em geral aquela 3ª música do Lado B do disco, pouco trabalhada na mídia em geral, e muitas vezes, pouco apresentadas pelos próprios artistas, mas que com esse conhecimento, a obra deles ficava mais completa a todos.


    Isso tudo porque um dos membros fundadores Alex Mariano, foi morto há aproximadamente 2 semanas. Nesse início na "Maldita", esteve também com Samuel Wainer Filho e Carlos Lacombe. (alfeu)




sexta-feira, 2 de agosto de 2013

ECO-ar (5)



Maria Bethânia em "Bom Dia, Tristeza" (Vinicius de Moraes e Adoniran Barbosa)
com Raul de Souza, trombone e Jayme Além, violão