domingo, 19 de janeiro de 2014

José Ferraz de Almeida Junior, pintor

José Ferraz de Almeida Júnior, é um desses artistas que se enquadra na categoria do "talento-nato". Saiu de Itú, SP, onde nasceu em 08/05/1850, para estudar pintura na Academia Imperial de Belas Artes, RJ aos 19 anos tendo como um de seus mestres Vitor Meirelles. Ao fim do curso preferiu voltar para a sua cidade. Alguns anos mais tarde, é enviado para a França aprimorar os estudos por D. Pedro II, que ficou muito impressionado com as suas obras numa viagem ao interior paulista. Entrou primeiramente na Académie Julien, endereço em que praticamente todos os brasileiros estiveram para tentar posteriormente a École des Beaux-Arts, que era o objetivo principal,mas poucos conseguiram, como Almeida Junior.Outro aspecto interessante é o fato de se concentrar apenas no realismo , ao contrário de outros pintores da sua geração. Perto da virada do século, em 13/11/1899, Almeida Junior é morto em Piracicaba. Mas seus quadros são a sua vida e sua história.(alfeu)


Fonte: - História da Arte no Brasil; Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira, Sonia Gomes Pereira, Angela Ancora da Luz; Ed UFRJ; RJ;2008

 - A viagem a Paris de artistas brasileiros no final do século XIX, pp. 343-366;Ana Paula Cavalcanti Simioni;Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 17, n.  1;2005


  Descanso da Modelo


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O baixista e designer Klaus Voormann

O baixista alemão Klaus Voormann nasceu em Munique e na ida dos Beatles a esta cidade em 1960, se conheceram e mais tarde o empresário dos futuros Fab Four, Brian Epstein o contrata. Klaus gravou nos albuns de BB King, Jerry Lee Lewis, Gary Wright, Leon Russell, Peter Frampton, Billy Preston, etc. Ele também se destacou nas artes gráficas, criando a capa do disco dos Beatles, Revolver que lhe valeu um Premio Grammy.(alfeu)




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A morte de Alex Mariano, ex-programador da Fluminense FM


Publicado no LuisNassifOnLine, em 21/08/2013 


       Bem no início dos anos 80, as rádios FM's já faziam parte do circuito do jabá, como já ocorria com a televisão, rádios AM e etc, com a programação idêntica e pasteurizada. Em uma tarde, até mesmo em função desse marasmo, começo a rodar o "dial" para ver se encontro alguma coisa interessante, de repente começo ouvir uns acordes conhecidos, era "Stairway to Heaven" do Zeppelin de Chumbo!, que apesar de eu ter o disco fazia tempos que não a ouvia. Peraí, eu estava acordado; e veio o Bowie, o Purple, The Who,...raios, não dava para acreditar. 


       O nome disso era "Radio Fluminense FM", conhecida também como "Maldita". Mas ela não ficou só resgatando aquele rock dos 70 não, estava antenada com o que ocorria naquele momento, era uma época em que diversos grupos de rock se formavam e seguiam em apresentações no circuito alternativo. No Rio, o palco era o Circo Voador, também iniciando as atividades, e que tinha acabado de aterrizar na Lapa vindo do Arpoador. E aí entrava a "Maldita", reverberando todo esse movimento, era a chamada "caixa de ressonância" e que pouco mais tarde tudo isso resultou no Rock Brasil. Os clássicos, não ficaram de fora da programação, tiveram também os seu espaço; mas que não se referiam as músicas e sim aos artistas. Não se tocava as músicas mais conhecidas de Elis, do Chico, do Gil, Gal, Paulinho da Viola, só para citar alguns, traziam para o público em geral aquela 3ª música do Lado B do disco, pouco trabalhada na mídia em geral, e muitas vezes, pouco apresentadas pelos próprios artistas, mas que com esse conhecimento, a obra deles ficava mais completa a todos.


    Isso tudo porque um dos membros fundadores Alex Mariano, foi morto há aproximadamente 2 semanas. Nesse início na "Maldita", esteve também com Samuel Wainer Filho e Carlos Lacombe. (alfeu)




sexta-feira, 2 de agosto de 2013

ECO-ar (5)



Maria Bethânia em "Bom Dia, Tristeza" (Vinicius de Moraes e Adoniran Barbosa)
com Raul de Souza, trombone e Jayme Além, violão











quarta-feira, 24 de julho de 2013

Novas Espécies do Cretáceo Superior no Brasil


A Bacia Bauru (LEIA AQUI), tem sido palco da descoberta de novas espécies de répteis que viveram no período Cretáceo. 



BACIA BAURU

 A grande maioria dos répteis encontrados são crocodiliformes, sendo raro os fósseis de dinossauros.  Há uma grande diversidades entre êles , com populações de carnívoros e de herbívoros, mas ao contrário do que se pode pensar, não há muitas semelhanças com os crocodilos atuais. 

As duas espécies recentemente descritas, o Gondwanasuchus scabrosus e o Caipirasuchus montealtensis, diferenciam pela localização da órbita ocular em direção a frente, permitindo uma visão tridimensional que é fundamental na noção de distância, útil para a caça. 




Nos estudos do formato dos dentes do Gondwanasuchus scabrosus,  sugerem que havia mastigação da presa antes de serem engolidas.



Gondwanasuchus scabrosus viveu há aproximadamente 80 milhões de anos e media cerca de 1,3 metros.


Caipirasuchus montealtensis

Participaram dessa pesquisa: Thiago da Silva Marinho (Universidade Federal do Triângulo Mineiro) , Fabio Vidoi Iori (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Ismar de Souza Carvalho (UFRJ) e Felipe Mesquita de Vasconcellos (UFRJ).

A Pintura Naturalista dos Irmãos Demonte

As ilustrações dos Irmãos Demonte, se encontram nos mais diversos livros sobre a fauna e a flora brasileira. Apesar de cada um ter a sua preferência -  Etienne (1931-2004) , aves; Rosalia (1932-2009), mamíferos;  Yvonne (1932), insetos - suas ilustrações não focam apenas o animal e/ou vegetal em questão, representam todo o ecossistema a que êle pertence. Desse modo, as pinturas transcendem o lado da representação com fins cientìficos e entram no universo artístico.

A geração seguinte com André, Rodrigo e Ludmyla dão continuidade a este trabalho, permanecendo em Petrópolis (RJ), formando agora a Família Demonte.


 
 Etienne Demonte: Forpus crassirostris vividus  

 Yvonne Demonte: Tamanduá

Rosália Demonte: Aracari poca

sábado, 6 de julho de 2013

As Novas Espécies de Aves da Amazônia

     A descrição de 15 novas espécies de aves da Amazônia , marca mais uma  contribuição da ornitologia brasileira,  depois de uma lacuna de mais de um século,e que resultou num acréscimo de aproximadamente 1% na biodiversidade das aves brasileiras.


Nova espécie de gralha do gênero Cyanocorax, já ameaçada de extinção: 
encontrada apenas na borda de campinas naturais do sul do Amazonas.
Foto: © Luciano Moreira Lima


    Destas novas espécies, 11 habitam exclusivamente na Amazônia brasileira (endêmicas), as outras 4 se encontram também no Peru e na Bolívia.

© Daniel das Neves


    A descoberta de novas espécies só foi possível através de uma abordagem mais ampla na descrição das mesmas. Se anteriormente, se limitava aos aspectos principalmente morfológicos e anatômicos, nesse levantamento foram utilizados o estudo do material genético assim como da vocalização dessas aves, utilizando as gravações feitas pelos pesquisadores.


Bico-chato-do-sucunduri
© Fabio Schunck


  Deve-se ressaltar ainda o papel dos rios na formação das espécies na Amazônia, pois constituíram importantes barreiras geográficas, contribuindo assim nesse processo de especiação.


   Ver mais em: http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/novas-aves-da-amazonia/ (Revista Pesquisa FAPESP)


segunda-feira, 1 de julho de 2013